11 de jun. de 2014

Um mensagem do celular

O cadáver do nosso amor, ou pelo menos do que sinto, jaz vivo e escondido, inerte, longe de olhares reveladores. Sendo o amor utópico e ideal que é, prefiro esconder dentro das minhas entranhas. Se for para ser diferente que seja da natureza platônica na qual me encontro, mas retiro tudo o que digo em nome da ação, rebaixando-o. Meu sorriso somente se revelará como amante quando notar que de mim és amante, mas quanto aos olhos, saberá no instante em que eu a vir. Largo e audível, confessando contra minha própria vontade. Entenda, já me sacrifiquei muito e não tenho mais pulsos para cortar ou costas para açoitar, sou a aura de mim mesmo, a essência ateia, a esperança incinerada, o modus operandi.

11/06/14 - 13:30

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