É esse cheiro irritante que todos nós buscamos, o fétido destino.
Provamos o prazer tocando na morte e
Sem perceber nos acostumamos com o verme que,
Sem pressa,
Nos ama num voyeurismo antropófilo.
E tal qual o mais valoroso e delicioso coito,
O verme entra,
Orgasmo da natureza,
E rompe o hímen presente em todo derivado carboxílico, orgânico.
Sádico, termina o jantar antropofágico,
Limpando a boca mergulhando num mar de terra fértil, desse eterno ciclo.
Não é a toa que mais sedutora que a morte,
Promíscua e libertina,
Só a vida, sombra e silhueta.
17/06/2014
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