Os mestres hipnotizam com os olhos, a voz, mas essa foi com o sorriso e os seios.
Muitas das vezes que me apaixono por uma mulher não é para sexo ou algo do tipo, é sempre por uma proposta erótica.
Erotismo não-intencional.
Os lábios provocam, curiosos, mas a resposta só é dada a eles tardiamente e é na conversa que o sorriso desponta pelo ganho, pela ignorância proposital, um fetiche próprio e coletivo dos humanos.
Qualquer detalhe excita. O botão da farda apertada que se desprendeu revela, aos interessados, a protuberância que a biologia explica, mas por demais complica. Ela não entende que basta por nos livros, Poesia?
E a selvageria que não existiu incita nos meio de todos o instinto primitivo de amor instantâneo e momentâneo. Nenhuma palavra. A escrita cuneiforme dita, fala e desenha o desenhado, o palpável e o atingível.
Um toque estridente, mas já conhecido denuncia: É a parada de ônibus.
As lágrimas evaporadas pelo calor não descrevem rotas, mas o rosto vermelho elas conseguem: "Foi bom conversar com você". Sem olhar para trás, o orgulho não o vira e diz para si mesmo : "Deveria tê-la chamado para sair".
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