23 de jun. de 2014

Feche os olhos.

Repito o eco do meu eco
Toda vez que encosta nas paredes internas do meu crânio


Estremece o meu corpo a idéia
Incisa e afiada
Cortante e já dilacerada.


Toco o meu rosto
Encaro a minha beleza
Tocas o meu corpo,
Já incendiado,
Pensas que podes me pensar
Em meu pesar e me entender


Já é noite e me sentes
A boca, a cicatrizada marca, o pênis
Quente.
De olhos fechados,
Diferente do que pensas,
Me vês muito mais que completamente.

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