Você tem o mesmo rosto
O mesmo cabelo
A mesma voz
Os mesmos olhos
Corpo, o mesmo
O mesmo nariz
As mesmas orelhas
E mesmo assim,
Não lhe reconheço mais
Lhe mataram,
Ou te suicidaram.
Te esmagaram e destroçaram
Te romperam e te corromperam
E eu morri.
Destruíram a casa, o lar,
O único lugar
Em que eu estava vivo
Ferido, mas vivo.
Me pergunto se ainda vago,
Se procuro abrigo
Ou se me mantenho nos escombros
Do lar abandonado
É certo que um dia estive,
Que vivi e devo viver
Sem qualquer lugar
De um mar isolado
Sem âncora ou porto
Só.
24/05/2014 - 12:48
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