Minha mãe teve muitas decepções quando criança talvez por isso ela age de maneira infantil frente a algum obstáculo. Quer a qualquer custo demonstrar que sabe algo, elogiando a si mesma e mostrando a quem puder ou não esse feitos.
Hoje, talvez consequência da nossa última conversa/discussão,
(é incrível como ela não consegue receber uma crítica, leva sempre para o lado pessoal e enche os olhos de lágrima) concluiu a conversa anterior, usando de um artifício antigo e, como antes, infantil.
Quer perder o controle sobre mim, controle esse que nunca teve ou terá e é só uma maneira de se convencer que eu estou perdido porque está desistindo, confessando também a falha como mãe que sempre se gabou de ser a melhor que há.
A isso dá-se o nome de indivíduo de má-fé, não no sentido usual, mas o uso aqui, no sentido dado por Sartre, de que age de má-fé aquele que mente para si mesmo, retirando de si a responsabilidade e colocando em um outra coisa qualquer, usualmente deus.
Mas nesse caso, falamos apenas do ponto de vista financeiro pois é ideia dela transpor minhas necessidades para meu pai, jugando que será pior com ele (talvez seja). O que mais me interessa nisso tudo é o sadismo que brota do rosto dela quando fala nisso, o prazer que sente ao pensar num futuro em que eu estou em profunda desgraça.
Família não existe, existe um laço genético e somente isso.
Talvez o que destrói a amizade disso tudo é a convivência incessante.
Depois de dito isso,
Depois de demorar 19 anos para conseguir expor o que sinto, o que acredito e agir da maneira como acho certo, sou tachado de ingrato, cruel, e sádico como havia dito. A incompreensão mesclada com a ignorância, leva-nos a remontar um ambiente hostil de caça e fome, de inimigos forjados no maior dos coliseus e continuar como gladiadores combatentes onde a arena é a sala de estar e não há pausa para descanso, aumentando o atrito entre os braços cada vez que os olhos se tocam, exibem e encaram o desprezo silencioso.
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