Eu prefiro conversar com uma porta a conversar com você.
Os sons que a porta podem emitir não são mais que a fricção de madeira em madeira
Enquanto se esfria ou esquenta em algumas horas do dia.
Posso escutar como resposta um leve murmurar,
Um sussurro dos caminhantes intra-porta.
Quanto a você...
Bem, eu lhe escuto deturpar tudo o que falo e destruir tudo o que acredito,
Gritar, condição daqueles que não sabem conversar civilizadamente
E imponente como um gorila que estabelece seu território
Batendo a mão contra o peito com ódio.
Imagino o dia em que você sem mais conseguir convence-los desse jeito,
Abaixará a roupa num movimento brusco
E dividirá em 4 pontos bem definidos da sala a urina quente e malcheirosa.
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