Você vai viver sozinho
Você vai viver sozinho
Escutou?
Você vai viver sozinho
Você vai viver sozinho
Você vai morrer sozinho
Você vai morrer sozinho
Escutou?
Você vai viver sozinho
Você vai viver sozinho
Você vai morrer sozinho
Você vai morrer sozinho
Escutou?
Você vai viver sozinho
Você vai viver sozinho
Você vai morrer sozinho
Você vai morrer sozinho
Escutou?
Você vai viver sozinho
Você vai viver sozinho
Você vai morrer sozinho
Você vai morrer sozinho
Escutou?
Você vai viver sozinho
Você vai viver sozinho
Escutou?
30 de mar. de 2014
27 de mar. de 2014
Pronome Oblíquo Nos
Nem sou seu,
nem és minha,
Éramos nossos.
Assim, se nos beijávamos
Era eu em mim
e tu em tu
Porque não se distinguia um do outro,
A individualidade.
Éramos então o andrógino antes do raio,
E o amor que não foi confundido em namoro pelo simples ato de amar.
nem és minha,
Éramos nossos.
Assim, se nos beijávamos
Era eu em mim
e tu em tu
Porque não se distinguia um do outro,
A individualidade.
Éramos então o andrógino antes do raio,
E o amor que não foi confundido em namoro pelo simples ato de amar.
24 de mar. de 2014
Por que?
"Por que?" eu me pergunto
por memória ainda vívida,
toda vez que lhe ouço,
dizer aquele eu te amo tão respirado
Fugaz e, porque não, mentiroso.
Mas basta vê-lo
Numa carta nunca redigida,
muito menos escrita
Ou ouvi-la enquanto me encara
recebendo a recíproca antes que abra
Fecho os olhos tentando segurar a imagem,
o som. Mas nada disso.
Fecho para não ver saber que te amo
E o coração me delata, traidor
Gritando o que não fiz pelo meu estado torpor.
24/03/2014 - 14:23
por memória ainda vívida,
toda vez que lhe ouço,
dizer aquele eu te amo tão respirado
Fugaz e, porque não, mentiroso.
Mas basta vê-lo
Numa carta nunca redigida,
muito menos escrita
Ou ouvi-la enquanto me encara
recebendo a recíproca antes que abra
Fecho os olhos tentando segurar a imagem,
o som. Mas nada disso.
Fecho para não ver saber que te amo
E o coração me delata, traidor
Gritando o que não fiz pelo meu estado torpor.
24/03/2014 - 14:23
22 de mar. de 2014
Estopim
Minha mãe teve muitas decepções quando criança talvez por isso ela age de maneira infantil frente a algum obstáculo. Quer a qualquer custo demonstrar que sabe algo, elogiando a si mesma e mostrando a quem puder ou não esse feitos.
Hoje, talvez consequência da nossa última conversa/discussão,
(é incrível como ela não consegue receber uma crítica, leva sempre para o lado pessoal e enche os olhos de lágrima) concluiu a conversa anterior, usando de um artifício antigo e, como antes, infantil.
Quer perder o controle sobre mim, controle esse que nunca teve ou terá e é só uma maneira de se convencer que eu estou perdido porque está desistindo, confessando também a falha como mãe que sempre se gabou de ser a melhor que há.
A isso dá-se o nome de indivíduo de má-fé, não no sentido usual, mas o uso aqui, no sentido dado por Sartre, de que age de má-fé aquele que mente para si mesmo, retirando de si a responsabilidade e colocando em um outra coisa qualquer, usualmente deus.
Mas nesse caso, falamos apenas do ponto de vista financeiro pois é ideia dela transpor minhas necessidades para meu pai, jugando que será pior com ele (talvez seja). O que mais me interessa nisso tudo é o sadismo que brota do rosto dela quando fala nisso, o prazer que sente ao pensar num futuro em que eu estou em profunda desgraça.
Família não existe, existe um laço genético e somente isso.
Talvez o que destrói a amizade disso tudo é a convivência incessante.
Depois de dito isso,
Depois de demorar 19 anos para conseguir expor o que sinto, o que acredito e agir da maneira como acho certo, sou tachado de ingrato, cruel, e sádico como havia dito. A incompreensão mesclada com a ignorância, leva-nos a remontar um ambiente hostil de caça e fome, de inimigos forjados no maior dos coliseus e continuar como gladiadores combatentes onde a arena é a sala de estar e não há pausa para descanso, aumentando o atrito entre os braços cada vez que os olhos se tocam, exibem e encaram o desprezo silencioso.
Hoje, talvez consequência da nossa última conversa/discussão,
(é incrível como ela não consegue receber uma crítica, leva sempre para o lado pessoal e enche os olhos de lágrima) concluiu a conversa anterior, usando de um artifício antigo e, como antes, infantil.
Quer perder o controle sobre mim, controle esse que nunca teve ou terá e é só uma maneira de se convencer que eu estou perdido porque está desistindo, confessando também a falha como mãe que sempre se gabou de ser a melhor que há.
A isso dá-se o nome de indivíduo de má-fé, não no sentido usual, mas o uso aqui, no sentido dado por Sartre, de que age de má-fé aquele que mente para si mesmo, retirando de si a responsabilidade e colocando em um outra coisa qualquer, usualmente deus.
Mas nesse caso, falamos apenas do ponto de vista financeiro pois é ideia dela transpor minhas necessidades para meu pai, jugando que será pior com ele (talvez seja). O que mais me interessa nisso tudo é o sadismo que brota do rosto dela quando fala nisso, o prazer que sente ao pensar num futuro em que eu estou em profunda desgraça.
Família não existe, existe um laço genético e somente isso.
Talvez o que destrói a amizade disso tudo é a convivência incessante.
Depois de dito isso,
Depois de demorar 19 anos para conseguir expor o que sinto, o que acredito e agir da maneira como acho certo, sou tachado de ingrato, cruel, e sádico como havia dito. A incompreensão mesclada com a ignorância, leva-nos a remontar um ambiente hostil de caça e fome, de inimigos forjados no maior dos coliseus e continuar como gladiadores combatentes onde a arena é a sala de estar e não há pausa para descanso, aumentando o atrito entre os braços cada vez que os olhos se tocam, exibem e encaram o desprezo silencioso.
Argumentos
Eu prefiro conversar com uma porta a conversar com você.
Os sons que a porta podem emitir não são mais que a fricção de madeira em madeira
Enquanto se esfria ou esquenta em algumas horas do dia.
Posso escutar como resposta um leve murmurar,
Um sussurro dos caminhantes intra-porta.
Quanto a você...
Bem, eu lhe escuto deturpar tudo o que falo e destruir tudo o que acredito,
Gritar, condição daqueles que não sabem conversar civilizadamente
E imponente como um gorila que estabelece seu território
Batendo a mão contra o peito com ódio.
Imagino o dia em que você sem mais conseguir convence-los desse jeito,
Abaixará a roupa num movimento brusco
E dividirá em 4 pontos bem definidos da sala a urina quente e malcheirosa.
Os sons que a porta podem emitir não são mais que a fricção de madeira em madeira
Enquanto se esfria ou esquenta em algumas horas do dia.
Posso escutar como resposta um leve murmurar,
Um sussurro dos caminhantes intra-porta.
Quanto a você...
Bem, eu lhe escuto deturpar tudo o que falo e destruir tudo o que acredito,
Gritar, condição daqueles que não sabem conversar civilizadamente
E imponente como um gorila que estabelece seu território
Batendo a mão contra o peito com ódio.
Imagino o dia em que você sem mais conseguir convence-los desse jeito,
Abaixará a roupa num movimento brusco
E dividirá em 4 pontos bem definidos da sala a urina quente e malcheirosa.
20 de mar. de 2014
Nome pequeno
Teu nome é tão pequeno,
Mas se enche na boca
Como quem pede algo com vontade
Como quem ainda tem o que falar,
Mas deixa para a próxima vez
Ignorando uma vontade que vem de dentro,
Temperada e quente.
Mas que continua na boca - Pesada.
Mas se enche na boca
Como quem pede algo com vontade
Como quem ainda tem o que falar,
Mas deixa para a próxima vez
Ignorando uma vontade que vem de dentro,
Temperada e quente.
Mas que continua na boca - Pesada.
11 de mar. de 2014
Ao lado de um lago
Sobre as mudanças que permanecem,
Estão vindo, aconteceram, ou acontecem
Lhes digo com a pitada e pontada de coragem
Tão cortante, fria e seca
Incisiva
Tão nociva mesmo mínima
E além de todo o aspecto venenoso
Destroçante
Eu não acredito em um Deus que não dance
10/03/2014 - 17:17
Estão vindo, aconteceram, ou acontecem
Lhes digo com a pitada e pontada de coragem
Tão cortante, fria e seca
Incisiva
Tão nociva mesmo mínima
E além de todo o aspecto venenoso
Destroçante
Eu não acredito em um Deus que não dance
10/03/2014 - 17:17
8 de mar. de 2014
Um dia triste
Aquela tontura já conhecida, saí do bar com um pouco mais de suor no corpo. Mais parecia que todo aquele álcool estava evaporando na forma de transpiração, suava como se tivesse roubado cachoeiras e tivesse guardado dentro da camisa como um garoto que esconde as moedas do pai.
Só queria um diálogo, uma palavra que fosse de qualquer um que passasse, nenhum me percebia. Digo nenhum porque nem as coisas pareciam ser interagidas por mim. Se estivesse fora de mim, diria que era apenas um bêbado andando, caindo.
Tropecei e só percebi quando o mundo voltava o chão contra a minha cabeça. Nem senti direito. Era só mais um pouco de confusão dentro de mim, um pouco mais do que havia.
Tropecei e só percebi quando o mundo voltava o chão contra a minha cabeça. Nem senti direito. Era só mais um pouco de confusão dentro de mim, um pouco mais do que havia.
2 de mar. de 2014
Ao grande Tom
Eu gosto dessas águas de março,
Porque é sempre preciso alguém do lado,
Num beijo ou num abraço
Pra ver a chuva no mês do seu aniversário.
Quando não há esse alguém...
É sempre bom ter um casaco.
Porque é sempre preciso alguém do lado,
Num beijo ou num abraço
Pra ver a chuva no mês do seu aniversário.
Quando não há esse alguém...
É sempre bom ter um casaco.
1 de mar. de 2014
O ator
Meu maior personagem sou eu mesmo.
Finjo ser em qualquer lugar, em qualquer tempo, em qualquer clima
Somente à noite, quando um véu de escuridão e frio me prima
E esse me acaricia, enxuga as lágrimas e me veste
Eu posso lhe contar meus segredos tão bem guardados
E chorar a agreste pedra que não joguei de dia
Esperando, pacientemente,
Que você me escute me entenda
Sem qualquer rastro de tristeza ou má-vontade
- Tantos já fazem isso...
E quero, acima de tudo, que você seja feliz
E, de tudo, me fale.
Finjo ser em qualquer lugar, em qualquer tempo, em qualquer clima
Somente à noite, quando um véu de escuridão e frio me prima
E esse me acaricia, enxuga as lágrimas e me veste
Eu posso lhe contar meus segredos tão bem guardados
E chorar a agreste pedra que não joguei de dia
Esperando, pacientemente,
Que você me escute me entenda
Sem qualquer rastro de tristeza ou má-vontade
- Tantos já fazem isso...
E quero, acima de tudo, que você seja feliz
E, de tudo, me fale.
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