4 de fev. de 2012

Pane

Sendo da caneta que sobrevivo
farei juz, contando o que me aconteceu
há 5 minutos e 41 segundos.
A noite flácida da monotonia
só refletia tédio. A boca cheia de alimento
mastigava sem compromisso.
Mas os ouvidos deram ordem
no resto dos sistemas, por causa
de uma harmonia vocal de cantos e encantos.
A pausa veredicta foi iniciada depois 
dos passos apressados e rumados até
uma outra pane.
Via uma deusa de cabelos negros e 
rosto sublime já rimada com 
as batidas ouvíveis do coração,
a respiração asmática prendeu-se
na coluna que já desmoronava
de calafrios psicologicos e fisicos
e do arco reflexo que dali também surgia
piscava sem padrão os olhos meus,
E do meu corpo presente abria a boca
como se fosse beijar o ar estalado dos passos dela.
Num pulo sem precedentes, ela me abraçou,
mas o meu voo foi maior,
não respirava mais, só sentia.




,shh

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