Não me interesso por esses teus olhos
Quando no silêncio inexato
E na palidez ainda seca da cama
Sinto a premissa do beijo roubado
E a trépida mão que como um outro ser, ama.
Nesses momentos, teus olhos são inúteis
São matéria homogênea da escuridão
Nesses momentos quero abraçar-te
Como quem rouba sem visão.
Inveja minha à parte
Teus olhos são uma noite
E é dessa inveja que insisto em mentir de antemão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário