22 de abr. de 2015

Crônicas de ônibus

Não, todo esforço era inútil. 
Tentei, juro que tentei focar em outra coisa, 
Mas não. 
Era impossível controlar a imaginação.
Sonhei, de olhos abertos e bem abertos, 

No corpo despido 
Todo aquele movimento no compasso do que me faria entrar
Na voz, que muda, me convidava para tocar
E no sono que deixaria para o outro dia

Da noite que girava
Acesa, em brasa, vermelha em tudo o que existia
Em tudo isso,

Escondia com a mão minha boca que sorria

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