14 de set. de 2014

Culpa social

Desculpas para mim não existem.
Ponto.
O que faço quando peço perdão é me perdoar por ter lhe machucado
Acho que por isso, há algum tempo já, não falo mais tanto quanto antes
Pois sei da finês da minha língua 
De mim como carrasco
Do tanto que já sei mais sobre você que você mesmo
Acho também que é por isso que ando mais calado e não tenho feito tantos amigos
Os que crio, imaginários ou não, afasto
Os que já tinha, machuco
Ando calado pelas tempestades que já borbulham e trovejam barulhentos em mim
Tanta coisa grita que não sei mais o que escutar
As vezes, é uma questão de pensar
Sinto culpa pelo que reflito
De saber o porquê.

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