Aquele brilho eu não consigo ver por uma tela de computador, por palavras escritas, digitadas. Os olhos nunca se comprometem numa câmera.
São sete horas, e o tempo que gastei desde quando me acordei foi somente para te esperar, te ver, beijar.
Não espero, sinceramente, nada mais que o sentimento que por hora me oferece.
31 de ago. de 2014
27 de ago. de 2014
Crônicas de Ônibus II
E aquele batom, escarlate
Vinho como o que já evaporava friamente
Dividindo dois mundos
Dentro, 37 graus
Fora por fumaça e álcool
Eram os cinco minutos guardados dentro de cada cigarro
Queimados, desperdiçados.
Vinho como o que já evaporava friamente
Dividindo dois mundos
Dentro, 37 graus
Fora por fumaça e álcool
Eram os cinco minutos guardados dentro de cada cigarro
Queimados, desperdiçados.
Sobre encontros
Me perguntei na dúvida que queria
Porquê não nos beijamos.
Se eu conhecesse a mim mesmo o faria?
De olhos fechados, boca fechada, vontade
Ou me resguardaria?
Um outro que me esquentava
Esperaria?
Conversa como quem nada, água de beber
Teria?
O meus segredos explorar, deixar escavar
Insinuaria?
Porquê não nos beijamos.
Se eu conhecesse a mim mesmo o faria?
De olhos fechados, boca fechada, vontade
Ou me resguardaria?
Um outro que me esquentava
Esperaria?
Conversa como quem nada, água de beber
Teria?
O meus segredos explorar, deixar escavar
Insinuaria?
24 de ago. de 2014
Odeio esse seu sorriso de mentirosa.
Não finja para mim que está feliz,
eu sei muito bem que não posso lhe deixar totalmente e perfeitamente alegre.
Sei que quer ser feliz comigo,
mas saiba desde já que se nem mesmo eu sou, como vou te transformar nessa condição?
É curto nosso tempo,
e mais curto ainda o que temos para esse Nós que você inventou.
Já estamos desatados desde o começo e espera mais
Você precisa de alguém e está errada em pensar que eu sou esse rapaz
Vá, me deixe como sempre faz,
Passe pela porta e não olhe para trás
Prefiro a companhia do nada e restaurar minha paz.
Da série poesias feias.
Não finja para mim que está feliz,
eu sei muito bem que não posso lhe deixar totalmente e perfeitamente alegre.
Sei que quer ser feliz comigo,
mas saiba desde já que se nem mesmo eu sou, como vou te transformar nessa condição?
É curto nosso tempo,
e mais curto ainda o que temos para esse Nós que você inventou.
Já estamos desatados desde o começo e espera mais
Você precisa de alguém e está errada em pensar que eu sou esse rapaz
Vá, me deixe como sempre faz,
Passe pela porta e não olhe para trás
Prefiro a companhia do nada e restaurar minha paz.
Da série poesias feias.
17 de ago. de 2014
Desabafo de casado.
Em desabafo
Vômito matinal que me desafoga o dia
Decidi os meus passos que serão seguidos
Nunca guiados.
Cansei da vida por viver, de deixá-la ao léu.
Cansei do que esperava no olhar
Casei, é claro, por errar
Único
Lindo
Transparente foi o diamante preso no anel que te dei
Assim também é você
Que depois de te engolir é difícil de jogar fora
- Machuca a garganta, rasga, chora.
Como qualquer dor, que deixa sua marca, nesse caso, interno
As cicatrizes que descrevem o caminho que um dia você andou
Vão incomodar tudo o que um dia eu comer, me dará pavor.
Eu te cuspo
Melhor
Escarro.
Não te quero, nunca mais.
Já me basta
Meu Eu criado.
Vômito matinal que me desafoga o dia
Decidi os meus passos que serão seguidos
Nunca guiados.
Cansei da vida por viver, de deixá-la ao léu.
Cansei do que esperava no olhar
Casei, é claro, por errar
Único
Lindo
Transparente foi o diamante preso no anel que te dei
Assim também é você
Que depois de te engolir é difícil de jogar fora
- Machuca a garganta, rasga, chora.
Como qualquer dor, que deixa sua marca, nesse caso, interno
As cicatrizes que descrevem o caminho que um dia você andou
Vão incomodar tudo o que um dia eu comer, me dará pavor.
Eu te cuspo
Melhor
Escarro.
Não te quero, nunca mais.
Já me basta
Meu Eu criado.
Sem Título
Quero voltar a escutar os teus gritos
Os teus gemidos
Tuas vontades
Teus desejos, loucos desejos.
Quero ser chama acesa no álcool e morta no gozo
Quero sua orelha para me escutar, morder, lamber.
Quero seu corpo para eu sentir, tocar, tremer
Quero tudo o que tiveres de arsenal
Quero ser atingida em cheio por você.
De encontro.
Corpo ante corpo.
Sentir teu gosto, comer.
Os teus gemidos
Tuas vontades
Teus desejos, loucos desejos.
Quero ser chama acesa no álcool e morta no gozo
Quero sua orelha para me escutar, morder, lamber.
Quero seu corpo para eu sentir, tocar, tremer
Quero tudo o que tiveres de arsenal
Quero ser atingida em cheio por você.
De encontro.
Corpo ante corpo.
Sentir teu gosto, comer.
Bilhete encontrado, mas nunca entregue.
O mundo só existe como se vê. Talvez um pouco mais pelas
frequências que não enxergamos, mas o que eu quero dizer é que só as coisas
materiais valem. Por mais que se sinta, esses sentimentos e sensações passam – Ainda
não inventamos um modo de fazer o passado se tornar presente e reviver as
vontades, vivências de um período e para lhe dizer a verdade não sei se essa
invenção seria boa, afinal a vida é feita de futuros.
É por isso que lhe dou um presente e este bilhete: Para que
lembre e entenda quando esquecer. Para que, quando passado, tudo seja uma
lembrança boa e não só lembrança porque se você me quer agora, vai me querer
sempre.
Somos iguais, só admitimos quem sempre fomos.
P.S.: Fui eu mesmo quem embrulhou. Foi difícil. Sério.
Pallet te Amator,
Herm.
15 de ago. de 2014
ALUGUEL, Garoto de.
Me dê um único motivo para lhe amar
Enquanto isso, do outro lado da rua, repousa de vestido:
Os únicos que tenho são para a vida lhe tirar
Nunca percebeu. Nunca lhe amei. Lhe odiei.
Mas insiste em usar meus lábios contra os teus numa briga incessante.
Eles não querem brigar, não querem te tocar.
Se contentam com o assobio do vento a te mirar.
Sozinhos a melodia é mais pura que esse teu erotismo barato.
Enquanto isso, do outro lado da rua, repousa de vestido:
A fumaça foge do cigarro, o carro sai, olha para o céu
E grita entediada, porém muda, os dizeres que nem para si fala.
Amar quem ama por trabalho, e de longe me apaixonar, cair, me sujar.
É condenado já o nosso amor.
Te consumo, mas tenho prazo de validade
Te beijo, mas dentre tantos, que sou um na contagem
Te mordo, e essas marcas não são da idade
É o inferno que me aguarda se não já o vivo
Cada toque seu é a parte que te cabe do meu crivo
Do meu suor no trabalho e no teu risco
Se me amaste foi pelo tempo que te aluguei
E essa minha morte é mais um pedaço da minha vida
Que anda desperdiçada por não termos ido.
Ou mesmo vivido.
Amor singular
Para os outros somos enamorados
Mas pra mim
Nada disso.
Talvez pra você
Essa explicite o que sente
E o que acontece
Mas para mim
Não devem nos chamar Eles
Muito menos Nos chamar
O plural da palavra define
Qualquer outra coisa que não essa
Para mim
Sou um único eu quando perto de você
Finalmente eu.
E únicos um, como me sinto
Singular a palavra.
23/07/14 - 11:19 a.m
Mas pra mim
Nada disso.
Talvez pra você
Essa explicite o que sente
E o que acontece
Mas para mim
Não devem nos chamar Eles
Muito menos Nos chamar
O plural da palavra define
Qualquer outra coisa que não essa
Para mim
Sou um único eu quando perto de você
Finalmente eu.
E únicos um, como me sinto
Singular a palavra.
23/07/14 - 11:19 a.m
11 de ago. de 2014
Branca
O dia hoje estava lavado de chuva nas construções mal pintadas, nos telhados ainda não pagos, nos sujos estacionamentos, no óleo grosso que escorria dos carros parados, pacatos como essa cidade. Havia um pouco de timidez nas crianças que olhavam esperançosas para o céu e pensavam que o sertão morresse de seca se fosse preciso para que pudessem mais uma vez serem livres nas ruas de mentiras e brincadeiras. Por coincidência, um dos garotos se mantinha agarrado a uma bola desgastada e riscada, remendada das vezes que se rasgou no muro da vizinha.
Essa vizinha, assistia televisão quando viu um comercial de um dos canais, desses que nunca se assiste, nunca se sabe o nome e servem nada mais como obstáculo entre um canal e outro de interesse. Falava sobre o destino possível da humanidade se o mundo continuasse a ser o que era, que todos éramos condenados e que tal igreja (nunca se decora isso) era a salvação para a maldade humana. Ela parou um tempo, pensando porque razão estava assistindo toda aquela bobagem, mas refletiu sobre o que disse. Decidiu visitar a igreja. Não que tivesse medo dos dizeres cuspidos, mas lhe interessou por um detalhe na camisa azul, polo, que carregava, seria uma mancha de sorvete? Um marca na lente da câmera? Não, isso não poderia ser, mas ficou curiosa e decidiu sair.
Vestiu uma roupa, um vestido de renda que fazia dez anos que esperava uma oportunidade para usar, as oportunidades apareciam, mas para ela nunca eram boas o suficiente para gastar aquela roupa. Olhou a maquiagem em cima do criado-mudo e percebeu que a poeira que acumulava era suficiente para espalhar pela casa e ainda achar muita, e também pensou o quão cruel era aquela palavra, mas afastou esses pensamentos da cabeça.
Branca, nunca saia de casa, não se sabe bem se por vidência ou coincidência a mãe lhe deu esse nome, mas o usava com orgulho em suas assinaturas, ou cartas - Nunca falava com ninguém.
Aquele era um dia especial, era a lembrança palpável de quem um dia a ensinou como adivinhar e conhecer as pessoas, não porque realmente fosse uma data prescrita, mas a iniciativa fazia parte de um conjunto de pensamentos que a torturavam nesses últimos tempos. Tempos, pois não sabia bem se semanas, meses, anos. Essas coisas de amor são sempre tão atemporais que os minutos rolavam horas a fio as vezes e por vontade própria.
Quando estava saindo de casa percebeu que o vestido era amarelado, mas agora não sabia mais se era por causa do tempo que tinha passado, se eram os produtos de limpeza que o estragaram, ou se sempre fora assim. Não importava, ninguém naquele lugar ou qualquer outro havia visto ela com aquela roupa ou mesmo ela, era, então, novíssima em folha.
Saturada, pelo nada que a preenchia, fora uma decisão firme e incisa, grande o suficiente para fazê-la parar na frente da calçada no primeiro pé na sarjeta que colocou.
"Porquê?" - Pensava, esperando uma resposta do céu, caída e talvez até doce.
O céu era cinza como os muros da casa dela, de vez em quando um feixe de alguma luz indecisa, e as gotas pareciam desviar um caminho para o carro. Teria gasolina?
As linhas da calçada pareciam tão distantes, ela tinha obrigatoriamente que nunca tocar nelas, mas se estavam tão distantes, como poderia chegar no próximo campo? Pular essas linhas?
Colocou a mão na cabeça, o rosto vermelho, uma dor de cabeça infernal, estava presa, alguém havia prendido, não conseguia se mover, estava sedada? Tremeu como se com frio, mordeu o polegar, roxeou, sangrou. Tentou gritar, mas ficou com medo das pessoas que pudessem vir, seriam mais de uma, era inaceitável, amedrontador, custaria voltar a si, perceber que elas não a queriam para si, ou pedaços dela. Era o segundo passo e ela não estava nem perto do outro lado da rua. Desceu a mão da cabeça, vagarosamente, como se cogitasse a cabeça rolar se não a apertasse com tanta força. Apertou os olhos, coçou o nariz, apertou um beliscão nos lábios e virou a cabeça de olhos fechados para aquela vista do céu. Se tivesse com quem, até tomaria uma banho de chuva, eram denunciosas aquelas Cummulus.
Mais um motivo para o dia ser especial. Quem lhe ensinara aquelas coisas de nuvens, além das que saiam da boca dela? Riu sozinha desses risos de desespero, de desafogar-se, de que vem molhado e realmente veio.
Enxugou a lágrima com a borda da gola da camisa e virou prendendo o choro de frente para a platéia imaginária que ela criou.
Abriu a porta e sem olhar para trás, fechou atrás de si.
Essa vizinha, assistia televisão quando viu um comercial de um dos canais, desses que nunca se assiste, nunca se sabe o nome e servem nada mais como obstáculo entre um canal e outro de interesse. Falava sobre o destino possível da humanidade se o mundo continuasse a ser o que era, que todos éramos condenados e que tal igreja (nunca se decora isso) era a salvação para a maldade humana. Ela parou um tempo, pensando porque razão estava assistindo toda aquela bobagem, mas refletiu sobre o que disse. Decidiu visitar a igreja. Não que tivesse medo dos dizeres cuspidos, mas lhe interessou por um detalhe na camisa azul, polo, que carregava, seria uma mancha de sorvete? Um marca na lente da câmera? Não, isso não poderia ser, mas ficou curiosa e decidiu sair.
Vestiu uma roupa, um vestido de renda que fazia dez anos que esperava uma oportunidade para usar, as oportunidades apareciam, mas para ela nunca eram boas o suficiente para gastar aquela roupa. Olhou a maquiagem em cima do criado-mudo e percebeu que a poeira que acumulava era suficiente para espalhar pela casa e ainda achar muita, e também pensou o quão cruel era aquela palavra, mas afastou esses pensamentos da cabeça.
Branca, nunca saia de casa, não se sabe bem se por vidência ou coincidência a mãe lhe deu esse nome, mas o usava com orgulho em suas assinaturas, ou cartas - Nunca falava com ninguém.
Aquele era um dia especial, era a lembrança palpável de quem um dia a ensinou como adivinhar e conhecer as pessoas, não porque realmente fosse uma data prescrita, mas a iniciativa fazia parte de um conjunto de pensamentos que a torturavam nesses últimos tempos. Tempos, pois não sabia bem se semanas, meses, anos. Essas coisas de amor são sempre tão atemporais que os minutos rolavam horas a fio as vezes e por vontade própria.
Quando estava saindo de casa percebeu que o vestido era amarelado, mas agora não sabia mais se era por causa do tempo que tinha passado, se eram os produtos de limpeza que o estragaram, ou se sempre fora assim. Não importava, ninguém naquele lugar ou qualquer outro havia visto ela com aquela roupa ou mesmo ela, era, então, novíssima em folha.
Saturada, pelo nada que a preenchia, fora uma decisão firme e incisa, grande o suficiente para fazê-la parar na frente da calçada no primeiro pé na sarjeta que colocou.
"Porquê?" - Pensava, esperando uma resposta do céu, caída e talvez até doce.
O céu era cinza como os muros da casa dela, de vez em quando um feixe de alguma luz indecisa, e as gotas pareciam desviar um caminho para o carro. Teria gasolina?
As linhas da calçada pareciam tão distantes, ela tinha obrigatoriamente que nunca tocar nelas, mas se estavam tão distantes, como poderia chegar no próximo campo? Pular essas linhas?
Colocou a mão na cabeça, o rosto vermelho, uma dor de cabeça infernal, estava presa, alguém havia prendido, não conseguia se mover, estava sedada? Tremeu como se com frio, mordeu o polegar, roxeou, sangrou. Tentou gritar, mas ficou com medo das pessoas que pudessem vir, seriam mais de uma, era inaceitável, amedrontador, custaria voltar a si, perceber que elas não a queriam para si, ou pedaços dela. Era o segundo passo e ela não estava nem perto do outro lado da rua. Desceu a mão da cabeça, vagarosamente, como se cogitasse a cabeça rolar se não a apertasse com tanta força. Apertou os olhos, coçou o nariz, apertou um beliscão nos lábios e virou a cabeça de olhos fechados para aquela vista do céu. Se tivesse com quem, até tomaria uma banho de chuva, eram denunciosas aquelas Cummulus.
Mais um motivo para o dia ser especial. Quem lhe ensinara aquelas coisas de nuvens, além das que saiam da boca dela? Riu sozinha desses risos de desespero, de desafogar-se, de que vem molhado e realmente veio.
Enxugou a lágrima com a borda da gola da camisa e virou prendendo o choro de frente para a platéia imaginária que ela criou.
Abriu a porta e sem olhar para trás, fechou atrás de si.
10 de ago. de 2014
A respeito de hoje e outros dias.
Eu não entendo esse pessoal postando essas coisas sobre o dia dos pais. Homenagens, fotos, textos gigantescos, vídeos, e mais fotos. Ora, me parece muito com um costume muito difundido entre os homens de olhar para as mulheres e mostrar aos outros homens que se está olhando e que a deseja. Ridículo, não tem segurança sobre si mesmos, precisam do apoio secundário, ou melhor, primário do outro.
Mostrar aos outros o seu amor pelo pai é muito pobre, porque não faz isso na frente dele? Ou se está morto, porque não oferece os sacrifícios segundo a sua fé?
Desculpem-me os que não, mas é muito mais provável que esse amor escrito e registrado em fotografia seja parte de uma convenção social. Não se faz pelo dia ou pelo pai, mas pelas obrigações que se impõe no indivíduo.
E fico com a mesma opinião sobre: Ridículo.
Mostrar aos outros o seu amor pelo pai é muito pobre, porque não faz isso na frente dele? Ou se está morto, porque não oferece os sacrifícios segundo a sua fé?
Desculpem-me os que não, mas é muito mais provável que esse amor escrito e registrado em fotografia seja parte de uma convenção social. Não se faz pelo dia ou pelo pai, mas pelas obrigações que se impõe no indivíduo.
E fico com a mesma opinião sobre: Ridículo.
7 de ago. de 2014
A respeito da Arte
Se fosse possível reproduzir o que um artista fez, não teríamos arte, teríamos industria. O artista é um ser que transcendeu a humanidade, ele esteve em tudo e percebeu o que é belo, sorte que o gravou.
Com suas exceções, há pessoas que usam esse título inadvertidamente e ganham certa fama, não porque fosse realmente um artista, mas porque criou algo que ninguém consegue entender. Isso não é arte. Arte acontece na mente de cada um quando por razão ainda desconhecida pelo Universo, provoca nas pessoas que a veem um sentimento, algo do que o artista provou misturado com o que já viveu. E as vezes, nem isso.
Uma lágrima desce, o sorriso desponta, uma olhadela pra qualquer coisa, são tantos os sintomas dessa doença milagrosa...
Só é pena que alguns são imunes.
Com suas exceções, há pessoas que usam esse título inadvertidamente e ganham certa fama, não porque fosse realmente um artista, mas porque criou algo que ninguém consegue entender. Isso não é arte. Arte acontece na mente de cada um quando por razão ainda desconhecida pelo Universo, provoca nas pessoas que a veem um sentimento, algo do que o artista provou misturado com o que já viveu. E as vezes, nem isso.
Uma lágrima desce, o sorriso desponta, uma olhadela pra qualquer coisa, são tantos os sintomas dessa doença milagrosa...
Só é pena que alguns são imunes.
(Reflexões das coisas da semana) - Eu mesmo.
4 de ago. de 2014
Falta
Minhas saudades não são minhas
São suas
Mas tenho medo de te devolver
E você nunca mais voltar
Me deixa te dever essas
Ainda não tenho como pagar.
Te beijar, te tocar
Vamos, não me deixe a te esperar.
São suas
Mas tenho medo de te devolver
E você nunca mais voltar
Me deixa te dever essas
Ainda não tenho como pagar.
Te beijar, te tocar
Vamos, não me deixe a te esperar.
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