Minha mão se recusa a escrever.
O sacrifício que faço agora para desenhar pensamentos
É maior que a dor do parto
Sai de mim como um vômito
Um feto maldito
Ainda assim, um sofrimento mascarado.
Um rasgo de sangue que como qualquer morto que cai
Não tem onomatopeia diferente
Espalha suas entranhas sujas e tinturadas no papel
No baque do risco quente.
E de lá não mais sai
Prefere o meu rosto opaco e seco de papel
Ao meu rosto de sombra, transparência e fel.
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