6 de jul. de 2014

Iota

Minha insegurança é por não estar aqui; Eu no espaço.
Quando você sai, o chão físico e frio se desdobra, se envolta como uma roupa, e em você, nua como estava, veste.
Mesmo pedindo e implorando, você não me ensina a voar, promete.

Como fico eu a cair?
Eternamente, lhe digo, é uma certeza.

É graças que todo infinito tem seu fim
E minha queda causa tua acaba num beijo
No suspirar do futuro
Nos sonhos repostos na mesa
           refeitos
           ruminados
                    pensados e inacabados

De mais gargalhadas a rir
De mais temores a sentir
De mais beijos a vir
De mais a permitir
De mais a ir
De mais
Mais
I.


00:37 - 05/07/2014

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