De encher o vento de substância pesada
E sair mais sujo do que entrou
É ilusão pensar que desgasta o que sufoca
Porque não acontece, se volta.
Recupera o fôlego de si mesmo
Cansado a repetir o mesmo ciclo
Queima cachaça a garganta
Consome o pensamento a esmo.
11:38
27 de jul. de 2014
26 de jul. de 2014
Culpa
Eu não tenho culpa se sinto saudade
Não tenho culpa se amo
Minha solidão é a sozinhez em que me guarda
Que de triste me chamo
Se me faz feliz é quando sou-te
Se me fiz feliz é que fui-me
Seu, meu, nosso.
Inspirado nas vezes que a noite tive.
Não tenho culpa se amo
Minha solidão é a sozinhez em que me guarda
Que de triste me chamo
Se me faz feliz é quando sou-te
Se me fiz feliz é que fui-me
Seu, meu, nosso.
Inspirado nas vezes que a noite tive.
17 de jul. de 2014
Suor
Meu sarcasmo ácido
Minha vontade carrasca
Meu querer drástico
Mas eis que você vem
Básica
Destrói minha auto-destruição.
Das sobras na sala
Vem o suor
De você
Se muito, me queima
Se pouco, me queimo
Se medida, engulo-te
Minha vontade carrasca
Meu querer drástico
Mas eis que você vem
Básica
Destrói minha auto-destruição.
Das sobras na sala
Vem o suor
De você
Se muito, me queima
Se pouco, me queimo
Se medida, engulo-te
7 de jul. de 2014
Pedaços de mim
Minha mão se recusa a escrever.
O sacrifício que faço agora para desenhar pensamentos
É maior que a dor do parto
Sai de mim como um vômito
Um feto maldito
Ainda assim, um sofrimento mascarado.
Um rasgo de sangue que como qualquer morto que cai
Não tem onomatopeia diferente
Espalha suas entranhas sujas e tinturadas no papel
No baque do risco quente.
E de lá não mais sai
Prefere o meu rosto opaco e seco de papel
Ao meu rosto de sombra, transparência e fel.
O sacrifício que faço agora para desenhar pensamentos
É maior que a dor do parto
Sai de mim como um vômito
Um feto maldito
Ainda assim, um sofrimento mascarado.
Um rasgo de sangue que como qualquer morto que cai
Não tem onomatopeia diferente
Espalha suas entranhas sujas e tinturadas no papel
No baque do risco quente.
E de lá não mais sai
Prefere o meu rosto opaco e seco de papel
Ao meu rosto de sombra, transparência e fel.
6 de jul. de 2014
Passado louro
Desestabilizado
Caído
E por demasia
Amado.
Com tudo acabado
Nada mais sou
Que o antigo prazer
Saciado
Um brinquedo que por sorte
Ainda não está quebrado.
06/07/14 - 10:38 p.m
Caído
E por demasia
Amado.
Com tudo acabado
Nada mais sou
Que o antigo prazer
Saciado
Um brinquedo que por sorte
Ainda não está quebrado.
06/07/14 - 10:38 p.m
Iota
Minha insegurança é por não estar aqui; Eu no espaço.
Quando você sai, o chão físico e frio se desdobra, se envolta como uma roupa, e em você, nua como estava, veste.
Mesmo pedindo e implorando, você não me ensina a voar, promete.
Como fico eu a cair?
Eternamente, lhe digo, é uma certeza.
É graças que todo infinito tem seu fim
E minha queda causa tua acaba num beijo
No suspirar do futuro
Nos sonhos repostos na mesa
refeitos
ruminados
pensados e inacabados
De mais gargalhadas a rir
De mais temores a sentir
De mais beijos a vir
De mais a permitir
De mais a ir
De mais
Mais
I.
00:37 - 05/07/2014
Quando você sai, o chão físico e frio se desdobra, se envolta como uma roupa, e em você, nua como estava, veste.
Mesmo pedindo e implorando, você não me ensina a voar, promete.
Como fico eu a cair?
Eternamente, lhe digo, é uma certeza.
É graças que todo infinito tem seu fim
E minha queda causa tua acaba num beijo
No suspirar do futuro
Nos sonhos repostos na mesa
refeitos
ruminados
pensados e inacabados
De mais gargalhadas a rir
De mais temores a sentir
De mais beijos a vir
De mais a permitir
De mais a ir
De mais
Mais
I.
00:37 - 05/07/2014
Eu sou o que quero ser
A vontade de ser o que quero
Sem sê-lo
Mas o sendo desde agora
Eu sou o máximo do que se pode existir
E a menor das partículas
Eu sou a construção do mundo
E a sua destruição
Eu sou o mundo
O medo de ser
A maior força
A superação
Eu sou o ódio de todos
Eu sou a sua vontade
Eu sou o seu poder
Eu sou a sua amargura
Eu sou a sua tristeza
Eu sou-te
Em felicidade ou raiva
Em qualquer você que paira.
A vontade de ser o que quero
Sem sê-lo
Mas o sendo desde agora
Eu sou o máximo do que se pode existir
E a menor das partículas
Eu sou a construção do mundo
E a sua destruição
Eu sou o mundo
O medo de ser
A maior força
A superação
Eu sou o ódio de todos
Eu sou a sua vontade
Eu sou o seu poder
Eu sou a sua amargura
Eu sou a sua tristeza
Eu sou-te
Em felicidade ou raiva
Em qualquer você que paira.
Lembre-se das estrelas
Não olhe pro futuro
Ele é malvado
Há muito mais poesia
Nisso que te dou
E no que te dão
O presente
Não te tortures com as lembranças que ainda virão
Pois elas ainda não vieram
E mal sabes que nem sabes se assim serão...
Só te preocupe no aqui e no agora
Sem o peso do tempo ou do espaço
Onde você pode ser feliz
Quando podes sorrir
Mas se nada disso funcionar
E estiver profundamente triste
Olhe para cima.
Lembre-se das estrelas.
24/06/14
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