Nada paga o sorriso que ele me deu, quando lhe perguntei o nome (com dois reais numa mão).
Além de pedinte ele deveria ter algo mais, talvez até ser humano. Sujo como nunca havia visto nem tocado, mas existia como eu e passava despercebido. A tristeza logo se transformou em raiva e tiros de palavrões e ameaças, mas o entendo, foi descriminado na frente de todos, humilhado, e ninguém sequer ergueu uma palavra para defendê-lo.
Um José que não era marceneiro, nem branco, nem pai de salvador, dono apenas da fome que insistia em não pagar o aluguel nem ir embora como inquilina do seu corpo.
Ser altruísta uma vez não basta, e uma andorinha só não faz verão.
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