É natal é natal nos hospitais e penitenciárias
é natal nas poucas chaminés
na neve que por sinestesia vejo e sinto
nas roupas verdes, vermelhas e douradas
é natal das músicas que os carros passam das avenidas
nas portas, casas e janelas
é natal no Chester
nos abraços de final de ano tão falsos quanto esse natal.
Não há natal. Há tristeza e hipocrisia.
Nos presentes que (não) somos obrigados a dar à queridos amigos e familiares
só me conforta o fato de que tudo finda.
Eu, esse natal.
Não mintam, não há natal.
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