12 de fev. de 2014

Homicídio doloso.

Sinto de todas as maneiras e lados as suas aversões, seus medos, seus temores, seus não-me-queres.

A perna esquerda é sempre a primeira a sentir, treme como se quisesse fugir, e me levar junto, mas o resto do corpo fica para ser açoitado e depois servir de banquete como garçom. 
E como escorrem esses sentimentos. É devastador. 
Só quem o sente, eu em mim, pode dizer.

Desde o começo o grilo falante caçoava da minha pessoa, dizendo o que eu já sabia, tentando me fazer acreditar, e deixar de confiar. Essa última é, sem dúvida, o impalpável mais corrosivo que já toquei, porém é de dentro pra fora, aos poucos que age. 
Primeiro em olhares, depois em toques, em seguida num leve dito luminoso e incandescente, quente como os 75% previsto e o sol horário do meio-dia nas costas ardidas do tiro de sal e os pés sangrados do solo agreste também cansados de sentir fome.

Ah, Solidão. Quem te criou? Já foi criança?
Acho que é isso. 
Tu te vingas de quem já foi melhor e do que já foi melhor. 
Te consulta com um especialista, isso é psicopatia. E quanto aos suicídios, já sei tua pena: 
Homicídio doloso.

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