Sinto de todas as maneiras e lados as suas aversões, seus medos, seus temores, seus não-me-queres.
A perna esquerda é sempre a primeira a sentir, treme como se quisesse fugir, e me levar junto, mas o resto do corpo fica para ser açoitado e depois servir de banquete como garçom.
E como escorrem esses sentimentos. É devastador.
Só quem o sente, eu em mim, pode dizer.
Desde o começo o grilo falante caçoava da minha pessoa, dizendo o que eu já sabia, tentando me fazer acreditar, e deixar de confiar. Essa última é, sem dúvida, o impalpável mais corrosivo que já toquei, porém é de dentro pra fora, aos poucos que age.
Primeiro em olhares, depois em toques, em seguida num leve dito luminoso e incandescente, quente como os 75% previsto e o sol horário do meio-dia nas costas ardidas do tiro de sal e os pés sangrados do solo agreste também cansados de sentir fome.
Ah, Solidão. Quem te criou? Já foi criança?
Acho que é isso.
Tu te vingas de quem já foi melhor e do que já foi melhor.
Te consulta com um especialista, isso é psicopatia. E quanto aos suicídios, já sei tua pena:
Homicídio doloso.
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