Há certas emoções que paralisam, outras que estremecem
Há certas emoções que excitam, outras que lhe destroem
Há certas emoções que comovem, outras que entristecem
Há certas emoções que escondo, outras que exponho
Algumas que nem sequer penso.
Todos mentem, acabei de mentir.
Em todas elas, em mim, não existem.
Sou uma coisa só, não uma mistura,
Mas uma única peça mutável
Mutante para si mesma.
28 de fev. de 2014
23 de fev. de 2014
Odiar.
Odiar.Odiar talvez seja uma palavra muito forte, mas é ela quem carrega o sentido que eu quero expor a respeito do que sinto quando converso com você.Quero, sinceramente, que você enfie a sua opinião bem fundo e que não consiga retirar nunca mais, e se puder também, nunca mais abra a boca se não for para comer. Podendo também parar de se alimentar e fazer um favor a humanidade, retirando a sua insignificante vida da terra. Mas faça rápido, não vejo a hora de acontecer.
22 de fev. de 2014
Uma espécie de amor
Já dizia um outro para nunca saber daquilo,
Mas só essa palavra era o que me excitava,
Saber que não podia tentar
E que se tentasse saberia mais do que outrora duvidava ser impossível.
Esse,
Cujo nome tantas vezes mencionado
Em tantos outros sentidos nunca foi em si,
O próprio.
Mas só essa palavra era o que me excitava,
Saber que não podia tentar
E que se tentasse saberia mais do que outrora duvidava ser impossível.
Esse,
Cujo nome tantas vezes mencionado
Em tantos outros sentidos nunca foi em si,
O próprio.
Um por isso.
Uma corrida, uma perseguição, uma morte,
Um homicídio, torturas a perder de vista
Pesadelos e mais pesadelos
Me falam como devo ser
E o que não sou
Como devo agir e como devo me enfrentar
Como falo e o que devo falar
Como sou, como sou burro
Todas as noites eu morro e nunca é meu escopo
Nunca é dormindo.
Simplesmente acordo vivo
E já não bastante a noite,
o dia é um infindável outro.
21 de fev. de 2014
Poema de 12, ou 21 linhas
Lágrimas as vezes,
Só porque é bom lavar o rosto.
Um pó talvez, ele é máscara de pote.
Quando não,
Um único pensamento me entorna: Morte.
Mas há mais
Há amor, mas nunca o vi
Há compaixão, mas nunca a senti
Há paixão, mas nunca fervi
Há felicidade, e nunca menti.
Dedicado a Aline Souto.
Num dos aniversários anuais.
Só porque é bom lavar o rosto.
Um pó talvez, ele é máscara de pote.
Quando não,
Um único pensamento me entorna: Morte.
Mas há mais
Há amor, mas nunca o vi
Há compaixão, mas nunca a senti
Há paixão, mas nunca fervi
Há felicidade, e nunca menti.
Dedicado a Aline Souto.
Num dos aniversários anuais.
12 de fev. de 2014
Homicídio doloso.
Sinto de todas as maneiras e lados as suas aversões, seus medos, seus temores, seus não-me-queres.
A perna esquerda é sempre a primeira a sentir, treme como se quisesse fugir, e me levar junto, mas o resto do corpo fica para ser açoitado e depois servir de banquete como garçom.
E como escorrem esses sentimentos. É devastador.
Só quem o sente, eu em mim, pode dizer.
Desde o começo o grilo falante caçoava da minha pessoa, dizendo o que eu já sabia, tentando me fazer acreditar, e deixar de confiar. Essa última é, sem dúvida, o impalpável mais corrosivo que já toquei, porém é de dentro pra fora, aos poucos que age.
Primeiro em olhares, depois em toques, em seguida num leve dito luminoso e incandescente, quente como os 75% previsto e o sol horário do meio-dia nas costas ardidas do tiro de sal e os pés sangrados do solo agreste também cansados de sentir fome.
Ah, Solidão. Quem te criou? Já foi criança?
Acho que é isso.
Tu te vingas de quem já foi melhor e do que já foi melhor.
Te consulta com um especialista, isso é psicopatia. E quanto aos suicídios, já sei tua pena:
Homicídio doloso.
A perna esquerda é sempre a primeira a sentir, treme como se quisesse fugir, e me levar junto, mas o resto do corpo fica para ser açoitado e depois servir de banquete como garçom.
E como escorrem esses sentimentos. É devastador.
Só quem o sente, eu em mim, pode dizer.
Desde o começo o grilo falante caçoava da minha pessoa, dizendo o que eu já sabia, tentando me fazer acreditar, e deixar de confiar. Essa última é, sem dúvida, o impalpável mais corrosivo que já toquei, porém é de dentro pra fora, aos poucos que age.
Primeiro em olhares, depois em toques, em seguida num leve dito luminoso e incandescente, quente como os 75% previsto e o sol horário do meio-dia nas costas ardidas do tiro de sal e os pés sangrados do solo agreste também cansados de sentir fome.
Ah, Solidão. Quem te criou? Já foi criança?
Acho que é isso.
Tu te vingas de quem já foi melhor e do que já foi melhor.
Te consulta com um especialista, isso é psicopatia. E quanto aos suicídios, já sei tua pena:
Homicídio doloso.
Tratado do Amor.
É muito difícil falar de sentimentos
Tanto porque machuca quando sai
Quanto porque, as vezes, não há,
Em palavras, correspondente para o
Borbulhar e o gelo inconstante dos intestinos.
Nos falam "Te amo"
Quanto essa palavra expressa?
Quem disse que essa é a melhor?
Quem disse que o significado dela é realmente aquele que se pensa?
Tanto porque machuca quando sai
Quanto porque, as vezes, não há,
Em palavras, correspondente para o
Borbulhar e o gelo inconstante dos intestinos.
Nos falam "Te amo"
Quanto essa palavra expressa?
Quem disse que essa é a melhor?
Quem disse que o significado dela é realmente aquele que se pensa?
Defendo um amor calado, não mudo, mas calado
Sem o peso nem o vazio do português ou de qualquer outra língua, quero dizer, que exista o peso, mas dentro (da boca) de outra pessoa. Que se sentimentem, afinal é a única coisa que lhe peço, que vos peço. Que o corpo seja usado, ousado ao bel prazer sob céu e sol, chuva e sal, sobre chão.
E se for de comum acordo, que tudo seja uma grandíssima e deliciosa mentira.
Tratado do amor.
HERMÓGENES, Artur.
6 de fev. de 2014
Silêncio
Deixa-me desvendar-te
andar sob teu corpo e me achar
como amante ou irmão, amigo ou noivo
Tocar teus lábios e sem medo com os meus,
destroçar minha alma para por a tua no lugar
Para desguarnecer o desejo, e de amor encharcar-te.
Deixa-me te ter sem ser minha
Amor, por amor
Deixa-me.
andar sob teu corpo e me achar
como amante ou irmão, amigo ou noivo
Tocar teus lábios e sem medo com os meus,
destroçar minha alma para por a tua no lugar
Para desguarnecer o desejo, e de amor encharcar-te.
Deixa-me te ter sem ser minha
Amor, por amor
Deixa-me.
Beijar-te-ei agora.
Beijar-te-ei agora.
Não, não se preocupe,
não demorarei nem o segundo
de que tanto esperava para me reprimir,
depois de tentar acabar com meu ego a rir,
será quase imperceptível, e assim, nada vais falar,
mas quem sabe com muitos desse tipo,
não possamos de verdade nos tocar?
Não, não se preocupe,
não demorarei nem o segundo
de que tanto esperava para me reprimir,
depois de tentar acabar com meu ego a rir,
será quase imperceptível, e assim, nada vais falar,
mas quem sabe com muitos desse tipo,
não possamos de verdade nos tocar?
1 de fev. de 2014
Sentimento de 1 de fevereiro de 2014; 10:42
Parece uma fome de não sei o que
Uma vontade cega e sem objetivo
Além, um além mar pra cair
Como ignorante de idade média
No abismo do universo.
E meu coração pára
Invade como normal
De natureza cruel e perversa
A carne. Espera que diga:
"Te peço perdão, meus joelhos já doem e não sei como lhe dizer mais que isso, você sabe o que como e porquê fazer"
Mas não o faço. Não.
Lhe mostro minha cara desinibida com um sorriso débil no rosto de velho mentecapto e sujo sem os seus filhos. Quando não morreram, sumiram.
Uma vontade cega e sem objetivo
Além, um além mar pra cair
Como ignorante de idade média
No abismo do universo.
E meu coração pára
Invade como normal
De natureza cruel e perversa
A carne. Espera que diga:
"Te peço perdão, meus joelhos já doem e não sei como lhe dizer mais que isso, você sabe o que como e porquê fazer"
Mas não o faço. Não.
Lhe mostro minha cara desinibida com um sorriso débil no rosto de velho mentecapto e sujo sem os seus filhos. Quando não morreram, sumiram.
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