25 de mai. de 2013
Um dia desses, no meu mundo.
Num mercado comum, pensava poucas coisas, andava rindo de piadas que nem escutava, mas estava feliz, apaixonado, procurando agradar o motivo da minha alegria, ainda assim, não era completo, faltava um pedaço de mim em cada coisa, não me sentia completo porque não completava nada, ninguém.
Forcei um beijo, os lábios se tocando sem querer, nenhum dos dois, um abraçado também forçado de dedos entre as costelas e aquele calor insípido, as piscadelas de olho com dúvida do que acontecia do medo que o futuro lhe aguardava, pessoas entre si, olhando, desviando e querendo olhar sem interferir. Mas o infindável algo que não poderia existir aconteceu e o calor por sinestesia do abraço ganhou um gosto, o beijo se tornou mais leve, e nos dentes a sensação mole e quente da língua invadiu, uma trança de sensações e explosões uniu-os num, a dimensão temporal deixou o espaço pequeno e por isso dois outros braços se envolveram, espirando, torcendo tudo que havia e importava, um voo magnífico um ar sem respiração, mas vivo, mais vivo por causa disso.
Então um outro toque, esse agora, frio e fatal, matou uma das melhores sensações que tive - "Desculpa, senhor, com licença..."
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