Há quem reclame do quanto nossa língua portuguesa diminui de tamanho com suas abreviações de palavras diminutas e expõem uma opinião negativa a respeito de tal acontecimento.
Pelo contrário, eu vejo o nascer de uma linguagem regada de sensações e sentimentos, onde as letras, longe de serem apenas elementos básicos de uma tabela literária denotando fonemas, significam mais do que um correspondente no mundo físico, elas expressam o estado emocional do indivíduo no exato momento em que é transplantada para o papel.
Perceba que quando, num ato de coragem e desespero profundos, os dedos trêmulos compõem a sinfonia que a Saudade traz num teclado de computador, escreve-se na ausência das vogais como se o temor da recíproca falsa arrancasse-as fora: Sdd.
6 de fev. de 2015
Lembranças de um vídeo
Mas esse teu riso entreaberto
Esses cabelos pingados
Me molhando o corpo quente
Teus lábios lava me tocando
Me roubando
Confundindo quem sou
Quem é a gente
É tudo sempre o mesmo jogo
Sejamos uma única vez francos
Ganha quem mais mente.
Esses cabelos pingados
Me molhando o corpo quente
Teus lábios lava me tocando
Me roubando
Confundindo quem sou
Quem é a gente
É tudo sempre o mesmo jogo
Sejamos uma única vez francos
Ganha quem mais mente.
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