23 de abr. de 2014

Coisas de facebook

O facebook abriu muitas portas para a interação entre as pessoas que há tempos não se viam, mas sinceramente é decepcionante enxergar o que algumas dessas pessoas depois de tanto tempo se tornaram.

Adicionei faz dois dias uma amiga minha, sim, já tivemos algo num passado longínquo, mas por razões minhas não quis continuar o plural em que ela fazia parte. Eis que essa menina é tão pior quanto eu posso descrever, parece que ela ficou parada no tempo e evolução é uma palavra longe do dicionário de qualquer ente com parentesco até a sexta geração, e vou excluí-la porque eu não aguento ver mais as suas postagens, me surpreendo até dela ter aprendido a usar essa ferramenta - a internet, mas suponho que ela talvez já esteja usando garfos e facas para comer e tenha aposentado a maneira quadrupede de andar.

14 de abr. de 2014

Um amor filtrado

Sabe porquê minha boca insiste nela?
Uma única que procurava,
Excedia e me excitava
Que me corrompia e me abraçava
Que, mesmo sem amá-la, amei.
E de tanto amar esse amor só por querer bem
Acabei amando sem.

Alguns temperos funcionam na carne
Outros não.
Assim foi esse:
Sem ódio, amizade, medo, rancor, esperança, ciúme.
Mas muita ansiedade, vontade.
Um amor filtrado que era então,
Mais que um dele só.

8 de abr. de 2014

Meus Pseudônimos

Herm.
Mateus
Contador de histórias
Anônimu
Amante
Urso

Não entendo sua dor. Talvez, ao viver, entenda. Mas lhe vejo chorar, lavar as mãos de tantas lágrimas. É uma morte, eu sei, mas não consigo sentir isso. 
Você já é velha, já sabia que isso aconteceria, mas mesmo assim levou a cabo o fato de ser imortal as pessoas que ama. Também vou fazer isso? Ou será esse o medo de morrer? Um medo de ser falho?

Tão lindo

Esse seu amor é tão lindo
Pena que não é por mim.
Mas não pense que fico triste com isso,
Fico pensando em quando terei
Mais um por alguém.
Sorrisos não despontam,
Enrugando o rosto quando imagino,
O tempo passa, democrático, a todos
E uma frequência menor
Me obstrui os caminhos que sigo
Cada vez que a onomatopeia é escrita.
Sigo então por onde der
Desbravando o que não conheço
Tentando compreender o que não entendo
Caminhando, correndo
Sobrevivendo.

01/abril/2014

Um lobo.

Toda minha existência se volta
Contra este Demônio de metal
Que me alucina, adrenalina, agonia.
Sobre esse fétido lugar de nome Terra
Eu assino o meu atestado de morte
Tal é a força que este mal me pressiona.
O descanso eterno, terror para alguns,
Se torna agora a minha indecisa resposta
Para essa nebulosa e grotesca pergunta.
Então Deus se tu és quem afirma ser,
Tira de mim essa vida desprezível
Senão eu mesmo o farei.




Encontrado entre minhas coisas, de muito tempo atrás.