Longilíneo e escuro como a noite que clareia
De dutos corpóreos putrefactos do esforço
Que não vinga
Eu, filho de um morto, ando os mesmos passos
Como uma cópia
Temendo o mesmo fim inevitável
Contornando o túmulo em voltas inebriantes
Onde um dia me deitarei, finalmente
Tornando minha saga um único desejo realizado.
Que esperas tu para deitar?
E de felicidade entendo tudo aquilo que não achei,
Não provei.
Esse é o fim da minha procura.
E como mensagem a quem um dia me acalentou
Digo de olhos fechados, mentira.
Fechando devagar, respiro.
Te olho somente nos olhos, meu único contato, e falo:
"Não sois minha, bem queria, mas essas são as veias
Que dilatasse e o suor que de mim pinga, é tua causa"
É menos que corpo o que sinto - um vendaval,
Um mar de tontura, um estilhaço de bomba e lá estou eu
Dentro de um olho sem esperar sair e sem saber como.
É menos que corpo, com certeza.
Ou não.
Nunca decidi.
Na verdade, nem sei se devo.