O chão que antes só
me calejava as mãos me traz saudade. Pensar, discutir, andar, comer,
beijar, se apaixonar todos os dias. Ser, deixar de ser, existir,
nada, mais, mais que amar . Os círculos, quadrados, minhas cabeças,
personalidades, medos, nomes, descobertas, só serão lembranças.
Impossível, ilimitado, infinito, ins, in, e, mais uma vez os braços
se batem, os dedos se tocam e fogem, e de novo tudo é só uma
lembrança. Tudo é. É é presente. Presente do demônio.