Nem meus orgasmos satisfazem
essa devassa tristeza que abomina
os membros e o andar bípede de
uma lesma, um balbuciar satânico
sem pronuncias de um ódio, um
rancor de formas tamanhas.
E como num golpe, um sino d'ouro
martela os ouvidos meus com a força
quadrúpede de um touro.
Morro-me todas as noites de tédio
até uma trindade temporal, para por
duas horas descansar as vinte e duas
de sorrisos falsos e idiotices precisas.
30 de abr. de 2012
27 de abr. de 2012
O beijo
Quero deitar no teu corpo,
enchamear os corpos
tocar o teu rosto,
de sentimentos postos
morrer no gozo,
de mil vidas tristes,
cortar um sorriso,
de alvos dentes prestes
a invadir um céu de piso – vermelho.
24 de abr. de 2012
Em cada janela, uma história.
Um livro mumificado
folhea o rosto alvo
de uma vida negra
e das palavras que
prometem, saem juras
de pedras, pedras que
choram lágrimas doces
que pedem a exaustão,
e aos sentimentos que morram.
folhea o rosto alvo
de uma vida negra
e das palavras que
prometem, saem juras
de pedras, pedras que
choram lágrimas doces
que pedem a exaustão,
e aos sentimentos que morram.
4 de abr. de 2012
Eu, ícaro.
O negro véu da minha
tristeza derrete os olhos.
E eu nu, ergo o sol, para de
novo cair queimado de ter
subido as escadas monótonas
tencionando o algo mais que
não tenho.
Sigo então sozinho matando
aqueles que dizem por dizer,
somente pela esperança de
encontrar no subir o deixar,
e não a queda.
tristeza derrete os olhos.
E eu nu, ergo o sol, para de
novo cair queimado de ter
subido as escadas monótonas
tencionando o algo mais que
não tenho.
Sigo então sozinho matando
aqueles que dizem por dizer,
somente pela esperança de
encontrar no subir o deixar,
e não a queda.
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