23 de nov. de 2011

Nirvana

Nesse mar doce e firme
Caí em prantos tenebrosos de joelhos
Mal conseguia erguer os meus
Tamanha era a força que teu olhar fazia
Porém sob a convivência cessante
O fel amargo mutou-se em mel,
E é sobre essa luz de lua minguante
que reflete os outros, que estou eu: em sétimo céu.



Dedicado por pedido à Amanda T.

Cantiga de escárnio ao meu infortúnio

Na cama 3/4 aplaudo o show de calouros,
e cada um dos gritos "supersticionados" pela ignorância fúnebre
A trilha sonora quase sinfônica,
reflete-se das pessoas melancólicas de almas agora: ateias, nos meus já não meus ouvidos
O prazer que tenho é o da pomada que envolve as crateras lunares,
até pouco tempo embalsamadas
Há dias e há dias e dentre esses o trauma infinito de ter vivido
o céu do inferno.

chegou a hora de tocar ainda é cedo

As palavras ecoaram tremendo
Todo o meu corpo,
E na cessão do eterno-um beijo.
Até os lábios não queriam se separar, mas
A razão se fez maior no solo.
Os olhos danavam o amor,
Mesmo desejando que o inferno não existisse.
Um sorriso triste se ergueu
Nas bochechas pálidas e fingi ter esquecido.